:: Maçã, de Fruto Proibido a Remédio
Todos nós estamos vivendo mais. O segredo que os cientistas buscam incessantemente é como viver mais e melhor. No Núcleo de Alimentos Funcionais da Pontifícia Universidade Católica de Porto Alegre (PUC-RS), foram analisados os efeitos da maçã no organismo das drosófilas, as mosquinhas que adoram frutas.
“Escolhemos a maçã porque é uma fruta bastante consumida pelos brasileiros, não é cara e pode ser consumida de diferentes formas”, diz a bióloga Guendalina Turcato Oliveira, da PUC-RS.
Comparando um grupo de mosquinhas alimentadas com uma papinha especial de maçã com outras que receberam a papa sem a fruta, os pesquisadores constataram que as que comeram maçã viveram 30% mais que as outras, e com saúde melhor.
“Sabe-se que na maçã existe um conjunto de substâncias que previnem a formação de radicais livres, entre essas substâncias estão flavonóides como a quercetina. São substâncias que diminuem a formação de radicais livres e com isso aumentam do tempo de vida”, explica a bióloga.
Mas o que aconteceu com as mosquinhas pode acontecer também com os seres humanos?
“Provavelmente sim. Existem estudos feitos em países da Europa, como a Finlândia, que acompanharam mais de 10 mil pessoas durante 28 anos. O resultado mostrou que os indivíduos que comem maçã têm menos doenças como câncer de pulmão, mama, próstata, doenças cardiovasculares e até mesmo asma. Se fizéssemos um paralelo com os resultados dessa pesquisa, a gente esperaria que as pessoas no Brasil, por exemplo, que hoje vivem 68 anos, pudessem viver em média 80 anos, que é casualmente a longevidade média de países desenvolvidos como o Japão e a própria Finlândia”, revela a biogerontóloga Ivana da Cruz, da PUC-RS.
Mas atenção: ninguém deve comer quilos maçã, de uma só vez, acreditando que vai viver mais e melhor.
“Uma boa medida para termos qualidade de vida com a contribuição da maçã é comer de quatro a cinco por semana”, orienta a pesquisadora
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