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:: Plástica: reparando a auto-estima


A cirurgia plástica classicamente pode ser dividida em dois grupos: reparadora e estética. O denominador comum entre ambas é a possibilidade de melhoraia da qualidade de vida dos pacientes, com o fortalecimento da auto-estima.
Eduardo Cukierman, médico cirurgião-plástico do Hospital Israelita Albert Einstein, chama a atenção para o fato de que quando a mudança é feita em problemas estéticos e reparadores reais, isso reflete em seu bem-estar, melhorando a sua auto-imagem.

“A plástica pode atuar como importante fator de qualidade de vida nos casos em que a procura pela cirurgia decorre de um problema estético real. Em tais circunstâncias, de fato há uma substancial melhora da auto-estima do indivíduo. No entanto, há que se fazer uma ressalva para os casos em que há projeção por parte do paciente, que credita a uma parte de seu corpo sua insatisfação ou má adequação social.”

Por exemplo: se uma criança corrige um problema de orelha de abano que a incomodava, principalmente, por conta dos comentários dos amiguinhos, a mudança irá aumentar a sua auto-estima. Mas se uma pessoa muito magra busca o cirurgião para fazer uma lipoaspiração porque se sente gorda, a plástica não vai resolver a insatisfação. Muitas vezes, a linha que distingue um problema real de outro imaginário é tênue e cabe a cada pessoa, junto com seu médico, avaliar o quanto a atrapalha, em sua vida diária, um problema que, aos olhos dos outros, pode parecer pequeno.

Há casos em que a questão estética é concreta como, por exemplo, uma queimadura, e há outros em que é subjetiva, como o tamanho das mamas para as mulheres que querem ficar seios menores ou colocar próteses de silicone – mas o sofrimento é real nas duas situações. “No Brasil, um país tropical em que o corpo é desnudado mais do que no hemisfério norte, a cobrança estética é maior”, aponta o Dr. Cukierman.


Onde fazer: clínica ou hospital

Uma cirurgia plástica é exatamente o que o nome diz: uma operação. Assim, o hospital é o local mais adequado para sua realização. Como explica o dr. Cukierman: “Independentemente da extensão da intervenção, são muitas as vantagens oferecidas pelo hospital, como a presença de laboratórios, a possibilidade de exames de imagem (como raio X), a integração de médicos de diversas especialidades, o banco de sangue e, em casos extremos, a UTI. Além disso, o pós-operatório será acompanhado por uma enfermagem qualificada e especializada.”


As mais pedidas

As queixas são mais recorrentes de acordo com a faixa etária. É o caso da plástica de nariz, chamada de rinoplastia, em mulheres jovens. “É incomum que a pessoa chegue à idade madura sem ter corrigido antes esse problema que a incomodou ao longo de uma vida inteira”, exemplifica o dr. Cukierman. “Da mesma forma, a cirurgia de abdômen é mais comum em mulheres com a família já formada. E a correção de pálpebras, a blefaroplastia, e de face, ritidoplastia, é mais procurada por homens e mulheres mais velhos”, conclui ele.  Cada cirurgia plástica requer um pré-operatório específico, exigindo exames adequados, que devem ser orientados e acompanhados de perto pelo médico responsável.


Fonte:  Albert Einstein Espaço Saúde

 


 
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