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:: Primeiros Socorros

Situações de emergência podem ocorrer a qualquer pessoa. Nesses momentos, quem presta ajuda precisa:
·  Manter a calma
·  Agir com prontidão
·  Saber o que está fazendo

 

O QUE FAZER
- Manter a vítima calma e deitada.
- Localizar a marca da mordedura e limpar o local com água e sabão.


- Cobrir com um pano limpo.
- Remover anéis, pulseiras e outros objetos que possam garrotear, em caso de inchaço do membro afetado.
- Evitar que a vítima se movimente para não favorecer a absorção do veneno.
- Tentar manter a área afetada no mesmo nível do coração ou, se possível, abaixo dele.
- Levar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo, para receber o soro anti-ofídico.
- Se possível, levar o animal para que seja identificado e para que a vítima receba o soro específico.

O QUE NÃO FAZER

- Não fazer torniquete, impedindo a circulação do sangue: isso pode causar gangrena ou necrose local.
- Não cortar o local da ferida, para fazer 'sangria'.
- Não aplicar folhas, pó de café ou terra sobre a ferida, poderá provocar infecção.

Importante
O Instituto Butantan, no Brasil, fabrica soros específicos, usados na terapia de várias doenças causadas por animais peçonhentos. Esses soros são distribuídos nos Centros de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e, eventualmente, para todo o país.
Telefones Úteis
Hospital Vital Brasil – (0xx11) 3726-7962
Instituto Butantan – (0xx11) 3726-7222



ACIDENTES POR ANIMAIS PEÇONHENTOS

São aqueles provocados por picadas ou mordeduras de animais dotados de glândulas secretoras e aparelhos inoculadores de veneno.
Características

A ação do veneno pode provocar as seguintes reações:
- Proteolítica: necrose tecidual (morte do tecido lesado) devido à decomposição das proteínas.

- Neurotóxica: - ação no sistema nervoso causando queda palpebral; formigamento no local afetado, alterações de consciência e perturbações visuais.

- Hemolítica: destruição das hemáceas no sangue.

- Coagulante: causa deficiência na coagulação sangüínea.


Como evitar acidentes
- Usar botas.
Isto evita até 80% dos acidentes, pois as cobras picam do joelho para baixo. Mas antes de calçá-las verificar se dentro não há cobras, aranhas e outros animais peçonhentos.

- Proteger as mãos.
Não enfiar as mãos em tocas, cupinzeiros, ocos de troncos etc. Usar um pedaço de madeira para verificar se não há animais.

- Acabar com os ratos.
A maioria das cobras alimentam-se de roedores. Manter sempre limpos os terrenos, quintais e plantações.

- Conservar o meio ambiente.
Desmatamentos e queimadas devem ser evitados. Além de destruir a natureza, provocam mudanças de hábitos dos animais que se refugiam em celeiros ou mesmo dentro de casas. Também não se deve matar as cobras, pois elas contribuem com o equilíbrio ecológico.


Sinais e sintomas
- Pequena mordida na pele: pode parecer um ponto pequeno e descolorido.
- Dor e inchaço, de desenvolvimento lento, na área da mordida.
- Pulso rápido e respiração dificultada.
- Fraqueza.
- Problemas visuais.
- Náusea e vômitos.

Considere todas as mordidas de cobras como sendo de cobras venosas.

 

CHOQUE

O QUE FAZER

- Deitar a vítima com as pernas elevadas a aproximadamente 30 cm da superfície em que estiver deitada.
- Manter a permeabilidade das vias aéreas e estabilidade da coluna cervical, caso a vítima tenha sofrido queda ou sido vítima de acidente.
- Afrouxar roupas, retirar jóias, óculos e outros objetos.
- Manter a vítima aquecida.
- Verificar pulso a cada 5 minutos, inclusive durante o deslocamento até o hospital mais próximo.


CHOQUE

Choque hemodinâmico (ou ou hipovolêmico) é a falência do sistema cardiocirculatório, causada pela perda de sangue, que pode ser interna ou externa (vide texto "Hemorragia").

Sinais e sintomas
- Pele pálida, úmida e fria.
- Pulso fraco e rápido:
 adultos: pulso maior que 100 batimentos por minuto
 bebês e crianças: pulso maior que 120 batimentos por minuto
- Respiração rápida e superficial.
- Sede e tremores.
- Agitação.
- Tontura e perda de consciência


convulsão

O QUE FAZER
- Afastar a vítima de lugares perigosos (fogo, piscina, objetos cortantes).
- Retirar objetos pessoais como: óculos, colares etc..
- Proteger a cabeça, deixando-a agitar-se à vontade.
- Manter a vítima de barriga para cima (decúbito dorsal) e a cabeça lateralizada, para evitar engasgos.
- Proteger a boca, observando se a língua não está sendo mordida. Caso os dentes estejam cerrados, não forçar a abertura da boca.
- Afrouxar as roupas, se necessário.
- Observar a respiração durante e após a crise.
- Encaminhar ao serviço médico, após a crise.


O QUE NÃO FAZER

- Não jogar água ou oferecer algo para cheirar durante a crise.
- Não deixar de socorrer a vítima, uma vez que esse problema não é contagioso.



CONVULSÕES

São contrações musculares involuntárias de parte ou de todo o corpo, decorrente do funcionamento anormal do cérebro.
Tem duração aproximada de 3 a 5 minutos.

Características

1.- Fase Tônica
Manifesta-se pela contratura generalizada da musculatura (rigidez do corpo e dentes cerrados).

2.- Fase Clônica
Manifesta-se por abalos musculares, salivação excessiva, perda ou não do controle da bexiga os esfíncteres.

3.- Fase Pós-convulsão
Caracterizada por sonolência e confusão mental.


Causas

- Epilepsia.
- Traumatismo cranioencefálico.
- Tumor cerebral.
- Febre alta (hipertermia) em crianças abaixo de 4 anos.
- Intoxicações (álcool, entorpecentes, medicamentos).
- Infecções (por AIDS, meningites etc.).

Sinais e sintomas
- Perda da consciência e queda ao solo.
- Contrações musculares violentas.
- Pode ocorrer palidez intensa e lábios azulados.
- Pode haver eliminação de fezes e urina.
- Dentes travados e salivação abundante ('baba').

O QUE FAZER

- Afastar a vítima de local que proporcione perigo (escadas, janelas etc.).
- Deitá-la de barriga para cima (decúbito dorsal), e elevar as pernas acima do tórax (com a cabeça mais baixa em relação ao restante do corpo).
- Lateralizar a cabeça para facilitar a respiração.

 
- Afrouxar as roupas.
- Manter o local arejado.
- Após recobrar a consciência, deve permanecer pelo menos 10 minutos sentada, antes de ficar em pé, pois isso pode favorecer o aparecimento de um novo desmaio.
- Transportar a vítima para atendimento médico.


O QUE NÃO FAZER

- Não jogar água fria no rosto, para despertar.
- Não oferecer álcool ou amoníaco para cheirar.
- Não sacudir a vítima.





DESMAIO

É a perda dos sentidos, desfalecimento. Conhecido também como síncope (ver no Guia de Doenças, texto sobre "Síncope").

Causas

Várias são as causas que levam ao desmaio, como por exemplo:
- Pressão baixa.
- Jejum prolongado, que causa queda da taxa de glicose no sangue (hipoglicemia).
- Dor forte.
- Prática de exercícios físicos por períodos prolongados.
- Vômitos.
- Alteração emocional.
- Desconforto térmico (extremos de frio ou calor).
- Uso de drogas.
- Problemas cardiovasculares, neurológicos, entre outros.


Sinais e sintomas

- Mal-estar
- Escurecimento da visão
- Suor abundante
- Perda de consciência
- Relaxamento muscular
- Palidez
- Respiração superficial

Sempre há a necessidade de acompanhamento médico para  investigação e diagnóstico correto, visto que o desmaio pode ser indicativo de que algo mais sério está acontecendo no organismo.

 


HEMORRAGIAS

O QUE FAZER

1.- Nos casos de sangramento de braços e pernas

Tentar estancar a hemorragia, utilizando um dos métodos abaixo:
- Compressão direta
É feita uma pressão direta sobre a ferida, usando um pano limpo ou curativo. Mantenha até que ocorra a coagulação.
A interrupção precoce dessa manobra pode remover o coágulo semi-formado reiniciando o sangramento.


- Elevação do membro
Consiste em elevar o membro afetado acima do nível do tórax, normalmente usado em combinação com a compressão direta para controlar a hemorragia de uma extremidade.



- Compressão indireta (pontos de pressão)
É feita usando uma pressão da mão do socorrista para comprimir uma artéria, distante do ferimento. Este procedimento é executado freqüentemente na artéria braquial e femural.


- Torniquete
Aplicar torniquete somente quando existir amputação traumática do braço ou da perna:
-. com sangramento abundante e que não tenha respondido às técnicas anteriores;
-. se o centros médicos estiverem a mais de 30 minutos de distância.


2.- Nos casos de sangramento do nariz
- Sentar a vítima com a cabeça para frente para evitar que a mesma engula sangue, evitando náuseas e vômitos.
- Pressionar as narinas com o seu dedo indicador e o polegar em forma de pinça durante 10 minutos.
- Orientar a vítima para respirar pela boca.
- Após cessar o sangramento, orientar a vítima para não assoar o nariz, evitar esforços e também evitar exposição ao calor.
- Caso o sangramento persista, repetir a ação por mais duas vezes.
- Se nenhuma das manobras resolver, remova a vítima imediatamente para o hospital mais próximo.

3.- Nos casos de sangramentos da boca
- Utilizar técnica de compressão direta para sangramentos nos lábios.
- Caso o sangramento seja nos dentes o socorrista deverá visualizar o local do sangramento, preparar uma gaze, um chumaço de algodão ou pano limpo para colocar no local exato do sangramento e pedir à vítima para morder durante 10 minutos.



HEMORRAGIA

É a perda súbita de sangue, originária do rompimento de um ou mais vasos sanguíneos.

Classificação
- Externa: quando a hemorragia está na superfície e pode ser visível.
- Interna: quando não pode ser visível, como por exemplo, no abdome, tórax, entre outros, podendo exteriorizar-se pelos orifícios naturais do organismo (boca, nariz, ouvido etc.).


Tipos
- Venosa: o sangue está saindo de uma veia. O sangramento é uniforme e de cor escura.
- Arterial: o sangue está jorrando de uma artéria. O sangramento é vermelho vivo, em jatos, pulsando em sincronia com as batidas do coração. A perda de sangue é rápida e abundante.
- Capilar: o sangue está escoando de uma rede de capilares. A cor é vermelha, normalmente menos viva que o sangue arterial e o fluxo é lento.
Intoxicação e envenenamento

O QUE FAZER

1.- Nos casos de sangramento de braços e pernas

Tentar estancar a hemorragia, utilizando um dos métodos abaixo:
- Compressão direta
É feita uma pressão direta sobre a ferida, usando um pano limpo ou curativo. Mantenha até que ocorra a coagulação.
A interrupção precoce dessa manobra pode remover o coágulo semi-formado reiniciando o sangramento.


- Elevação do membro
Consiste em elevar o membro afetado acima do nível do tórax, normalmente usado em combinação com a compressão direta para controlar a hemorragia de uma extremidade.



- Compressão indireta (pontos de pressão)
É feita usando uma pressão da mão do socorrista para comprimir uma artéria, distante do ferimento. Este procedimento é executado freqüentemente na artéria braquial e femural.


- Torniquete
Aplicar torniquete somente quando existir amputação traumática do braço ou da perna:
-. com sangramento abundante e que não tenha respondido às técnicas anteriores;
-. se o centros médicos estiverem a mais de 30 minutos de distância.

2.- Nos casos de sangramento do nariz
- Sentar a vítima com a cabeça para frente para evitar que a mesma engula sangue, evitando náuseas e vômitos.
- Pressionar as narinas com o seu dedo indicador e o polegar em forma de pinça durante 10 minutos.
- Orientar a vítima para respirar pela boca.
- Após cessar o sangramento, orientar a vítima para não assoar o nariz, evitar esforços e também evitar exposição ao calor.
- Caso o sangramento persista, repetir a ação por mais duas vezes.
- Se nenhuma das manobras resolver, remova a vítima imediatamente para o hospital mais próximo.


3.- Nos casos de sangramentos da boca
- Utilizar técnica de compressão direta para sangramentos nos lábios.
- Caso o sangramento seja nos dentes o socorrista deverá visualizar o local do sangramento, preparar uma gaze, um chumaço de algodão ou pano limpo para colocar no local exato do sangramento e pedir à vítima para morder durante 10 minutos.


HEMORRAGIA

É a perda súbita de sangue, originária do rompimento de um ou mais vasos sanguíneos.

Classificação
- Externa: quando a hemorragia está na superfície e pode ser visível.
- Interna: quando não pode ser visível, como por exemplo, no abdome, tórax, entre outros, podendo exteriorizar-se pelos orifícios naturais do organismo (boca, nariz, ouvido etc.).


Tipos
- Venosa: o sangue está saindo de uma veia. O sangramento é uniforme e de cor escura.
- Arterial: o sangue está jorrando de uma artéria. O sangramento é vermelho vivo, em jatos, pulsando em sincronia com as batidas do coração. A perda de sangue é rápida e abundante.
- Capilar: o sangue está escoando de uma rede de capilares. A cor é vermelha, normalmente menos viva que o sangue arterial e o fluxo é lento.


Fonte Albert Einstein Espaço Saúde

 


 
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